Saudações tenebrosas...

Você ultrapassou o portal da realidade... Seja bem vindo(a) á um mundo onde os contos criam vida, mesmo quando falam de morte...

Sidney Leal

segunda-feira, 3 de março de 2014

Lançamento do livro: "Sussurros da Noite - Loucuras ou Sonhos" - 08 de Março!!!

Livro: Sussurros da Noite Loucuras & Sonhos

"O Farol"

O Farol
Sidney Leal
Me vi na escuridão e lá nada via ou sentia, perdido, absorto na escuridão de minha mente. Caminhando por horas, ou dias, como saber ao certo? Seguia num sonho de desenho indefinido, nada via, nada sentia... Ao longe surge um ponto brilhante, mas fraco como minha esperança de acordar daquele pesadelo. Ia me aproximando e seu brilho aumentava, me guiando para fora do breu de minha escuridão. Quando ao longe distingui a figura imponente de um imenso farol, guia de barcos e navios perdidos na imensidão do mar revolto. E soube então que estava no caminho certo!
            Já em seu interno subi os degraus, a princípio temeroso, mas uma certeza de respostas para perguntas que eu ainda não tinha, encheu meu coração de coragem e me vi subindo de dois em dois aqueles degraus. Tudo ficava mais fácil pois agora batia minhas novas asas com o vigor ansioso da curiosidade.
No primeiro andar nada havia, dei um giro batendo forte as asas, enquanto sentia o vento frio chicoteando minhas penas, ao redor apenas o silêncio vazio da noite. Mas quando cheguei no segundo, pousei no alto do umbral daquela porta. Congelado de movimento, estupefato, vi sentado numa cadeira de espaldar alto, a figura de um homem em triste reflexão. Perdido em admiração a frente à janela onde naquele céu de infinito escuro, uma Lua tímida, lutava pela soberania dos céus com numerosas nuvens de tempestade.
            - Mister Poe? Perguntei num tom intimidado, confrontado pela presença do Mestre.
            - Nunca mais! Respondeu polidamente, me surpreendendo pela compreensão das palavras desconexas que eu grasnava.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

'Reflections on my Dark'

"As the rain beat insistently at my window, it saw reflected my sadness. Droughts and tears did not flow in me, there in that window were exposed. How open doors of my soul.
A growing agony, shortness of breath.
In my empty room, darkness.
At my sick mind, desolation!
And the window ... in the window the rain had stopped. "

Sidney Leal


'Reflexões no meu Escuro'

"Enquanto a chuva batia insistente em minha janela, nela via refletida minha tristeza. E as lágrimas secas que em mim não fluíam, ali, naquela janela eram expostas. Como portas escancaradas de minha alma.
Uma agonia crescente, a falta de ar...
Em meu quarto vazio, escuridão!
Em minha mente doente, desolação!
E na janela... Na janela a chuva cessara". - Sidney Leal


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

“O Despertar da Fé”

Com os olhos fechados ele seguia um roteiro pré-definido em sua mente. Após meses de estudo e ensaio finalmente poderia executar aquela apresentação de que tanto ansiava. Falava com a certeza da repetição, com a certeza do texto bem decorado. E com a mão direita erguida aos céus segurando uma bíblia entoava o sermão por ele escrito e por seus superiores anteriormente aprovado. Notou que entre os transeuntes que ali passavam indiferentes a sua apresentação, algumas poucas pessoas paravam e se sentavam nos bancos ou na grama do jardim daquela praça municipal e lhe cediam a atenção que pedia. Os olhos semiabertos constataram esta evolução, pois estava ali falando as moscas desde as oito horas da manhã, recitando, louvando, e chamando as pessoas que passavam para ouvirem ‘a palavra do senhor’ que ele apresentava. Escolhera a pequena elevação de concreto onde se encontrava o busto de latão de um grande filosofo Brasileiro, e onde se lia numa placa os dizeres: “Acreditar é mais fácil do que pensar. Por isso existem mais crentes do que pensadores”. Sorriu levemente com escárnio da ironia deste encontro, e enquanto cobria o busto e escondia a blasfêmia daquele pensamento, ouviu uma voz que lhe repreendia:
- O que esta fazendo é crime sabia? Falou um jovem tatuado enquanto coçava o seu cavanhaque desgrenhado analisando a cena.
- Fora rapaz! Volte à escuridão de seu mundo. Respondeu o homem de fé ajeitando o manto de sua igreja sobre o busto de metal. O rapaz tirou uma foto com o celular e foi embora indignado. Nada atrapalharia sua pregação! Pensou sorrindo para uma igreja católica que a poucos metros dele se apresentava.
 Era uma manhã quente de quarta-feira, vestia um terno barato de cor preta que o fazia transpirar, na gola da camisa branca sem gravata fechada até o último botão, se formava manchas de umidade do suor. Às vezes sentia o ar pesado e a uma dificuldade em respirar, e com o dedo indicador mais de uma vez, tentou afrouxar a gola da camisa deixando a garganta livre para respirar. Neste momento fez uma pausa, colocou a bíblia que carregava sobre uma valise de couro negro que estava aos seus pés, e comprou uma garrafinha de água de um ambulante que sentado também prestava atenção em suas palavras. Tirou do bolso uma moeda para pagar pela bebida, mas o ambulante não quis, ele agradeceu com um: - Obrigado irmão! Enquanto bebia olhava satisfeito ao redor, seu público aumentava consideravelmente, os pastores estariam ali logo, logo, e poderiam ver como ele estava se saindo bem em seu último teste para líder pastoral. Quase não se continha de satisfação, pois agora se formava uma pequena multidão ao seu redor. Sentia-se iluminado! Pois dezenas de olhos estranhos buscavam em suas palavras orientação e consolo para os desafios da dura vida.
De repente deixou a garrafinha de água cair, assustado, quando entre aqueles olhos desconhecidos notou que sua esposa e filha se mantinham compassivas em pé à distância, com olhares tristes direcionados para ele. Aquilo não era possível! Pois as duas estavam em casa trancadas no quarto com suas gargantas cortadas! Jogadas no chão em meio a uma enorme poça de sangue coagulado. Tinha esta visão em mente, pois ficara as observando durante toda a madrugada, sentado num pequeno banco ao lado de seus corpos frios. Já estava de terno e cochilava com a cabeça arqueada para trás, quando o despertador lhe avisou que chegara a hora de seu compromisso e saiu de casa, vindo direto para a praça.
Estava terrivelmente assustado com aquela visão, e mais de uma vez passou as mãos geladas de terror nos olhos semiabertos pela força do sol do meio dia que se aproximava. Esfregou uma, duas vezes, fazendo com que o suor quente do dia de sol se misturasse com o suor gelado da noite do assassinato; Mas como as aparições insistissem em ainda permanecer ali estáticas com olhares tristes, desistiu de afasta-las e abaixou-se para pegar sua bíblia, mas ela sumiu! Não estava em cima de sua valise, e nem no chão! As pessoas ao seu redor se aproximavam ainda mais dele, ao seu redor se formava um circulo de quase uma centena de pessoas estranhas que lhe cobravam com os olhos sedentos de suas palavras acalentadoras, elas não falavam, não com voz, não com palavras que poderiam ser escutadas por pessoas comuns. Mas ele ouvia claramente o clamor de seu pedido:
- Fale mais! Mais! Mais! Os olhos de todos se arregalavam e de suas bocas inertes nenhum som saia, mas em sua mente ainda as escutava, o clamor se fazia cada vez mais alto.
- Mais, mais! Queremos mais!
- Eu não posso! Sem minha bíblia eu não posso... Ajudem-me, onde esta minha bíblia alguém a viu? A pergunta se perdia no vazio daquela turba de ignorantes que o cercava cada vez mais perto. No desespero, lembrou-se da valise a abrindo descontroladamente. Nem olhava em seu interior, começava a se preocupar com sua segurança. Agora mais de uma centena de pessoas desconhecidas o cercava, estavam a poucos metros de distancia, e eram tantos que não conseguia ver mais nada ao seu redor. Em suas faces vazias de emoção, olhos inexpressivos sedentos das palavras, a fome de sua fé os consumia e naquele pastor jogavam o peso de seus anseios e esperança.
Quando sua mão tocou em algo, podia sentir a bíblia com seus dedos. Mas ao retira-la notou a manga de seu terno sujo em um liquido quente, mãos e a própria bíblia gotejavam como se imersas em sangue! Aterrorizado percebeu que as pessoas estavam perto demais e ele não conseguia gritar, eles o tocavam como se tentassem lhe arrancar um pedaço, e de suas bocas tortas se formava um sorriso maligno... 
CONTÍNUA no livro: "13 Contos - Da Loucura e dos Sonhos - Sidney Leal

"The Awakening of Faith"

With closed eyes he followed a pre - defined in your mind. After months of study and testing could finally run that presentation that craved. Spoke with the certainty of repetition, with the certainty of the text nicely decorated. And with the right hand raised to the heavens holding a bible chanted sermon written by him and previously approved by his superiors. Noted that among the indifferent passers passers by its presentation, a few people stopped and sat on benches or on the grass of the garden that municipal square and yielded him the attention he demanded. Eyes half open found this development , because I was there talking flies since eight o'clock in the morning , reciting , singing , and calling the people passing to hear ' the word of the Lord ' that he presented . Chosen a small rise concrete where was the brass bust of a large Brazilian philosopher, and a plaque that read the words: "Believing is easier than thinking. So there are more believers than thinkers." Smiled lightly mocking irony of this meeting, and while covering the bust and concealed blasphemy that thought he heard a voice that rebuked:
- What is causing this crime knew? Spoke a young tattooed as he scratched his shaggy goatee analyzing the scene.
- Outside boy! Go back to the darkness of your world. Replied the man of faith adjusting the mantle of his church on the bust of metal. The boy took a picture with her ​​cell phone and went away angry. Nothing hinder his preaching! Thought smiling at a Catholic church a few meters it was presented.
It was a hot morning of Wednesday, wearing a cheap suit of black color which made him sweat, the collar of the white shirt without a tie closed until the last button, formed moisture stains of sweat. Sometimes the air felt heavy and a difficulty in breathing and the index finger more than once, tried to loosen his collar leaving the neck free to breathe. At this point he paused, placed the Bible he carried over a black leather suitcase that was at his feet, and bought a bottle of water from a sitting to walking also paid attention to his words. He took out a coin to pay for the drink, but the walking declined, thanked him with a: - Thank you brother! Looked pleased as he drank around, your audience increased considerably, the shepherds would be there soon, and could see how he was doing well in his last test for pastoral leader. Barely contained satisfaction, as now formed a small crowd around him. He was enlightened! For dozens of strange eyes sought his words guidance and consolation to the challenges of hard life.
Suddenly left the bottle of water falling frightened, when among those unknown eyes noticed that his wife and daughter remained compassionate standing at a distance, with sad looks directed at him. It was not possible! Because the two were at home locked in the room with their throats cut! Played on the floor amid a huge puddle of gore. Had this vision in mind, it had been watching them throughout the night, sitting on a small stool beside their cold bodies. He was in a suit and dozed with his head arched back, when the clock told him it was time for their commitment and left home, coming straight to the square.
I was terribly frightened at the sight, and more than once have cold hands of terror in his eyes half open by the force of the midday sun approaching. Rubbed once, twice , causing the sweat hot sunny day to mix with the cold sweat the night of the murder , But as the apparitions still insist on staying there with sad looks static , dropped away from them and ducked to pick up your Bible , but she 's gone! Was not on top of his suitcase, and not on the floor! People around you approached him even more, around a circle formed nearly a hundred odd people who charged him with hungry eyes acalentadoras his words, they did not talk, not voice, not in words which might be heard by ordinary people. But he clearly heard the cry of your request:
- Speak! More! More! Everyone's eyes widened and their mouths inert skirt no sound, but his mind still listened to them, the clamor was louder.
- More, more! We want more!
- I cannot! Without my Bible I can not ... Help me, where is my bible someone saw? The question was lost in the void that ignorant mob that surrounded him closer. In desperation, remembered the valise the opening wildly. Neither looked inside, began to worry about their safety. Now more than a hundred strangers around him were a few meters away and there were so many that we could not see anything around you. In their faces empty of emotion, expressionless eyes thirsty words, the hunger of their faith and that consumed pastor threw the weight of their desires and hopes.
When his hand touched something, could feel the Bible with your fingers. But to cut it noticed the sleeve of his suit dirty in a hot liquid, dripping hands and bible itself as immersed in blood! Terrified realized that people were too close and he could not scream, they played as if trying to tear a piece, and their crooked mouths formed an evil grin.
- More! More! Listened as the crowd tore her hair and bit his ears, tore their clothes amid hunger of his words. Her daughter was in front, inert, embraced with bible; his eyes were sad, serious, but pious. Turned listening to Mother calls her away, to the despair of his father.
- No! I need her deliver me my Bible! Shouted a last flash of consciousness , because the mob of fanatics among his muffled cries , he tore his eyes and ate the flesh of your body , because your search for salvation had become insane and needed to be satiated.
Far away indifferent Mother and daughter looked at each other smiling as they walked quietly with intact bible in his hands, followed far from the evangelical pastor in a way totally opposite to the square of the Catholic Church, followed by a path full of flowers sun-drenched blessed through day, which rose in the distance a mysterious celestial library. The two followed towards distant awareness of human wisdom. - Sidney Leal

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Lançamento do 'Vídeo Literatura Vol.II' - Dramatização da história "Meu conto de Natal"

Todos intimados a aparecer!!

Amigos, vamos promover mais um encontro especial no dia 20 de Setembro. Lançaremos no sarau 'LiteraturaNossa' o 'Vídeo de Literatura Vol.II'.
 

No vídeo podemos ver e ouvir os escritores da "Associação Cultural Literatura no Brasil" da região de Suzano-SP, recitando seus contos e poesias.  

Estou muito feliz de poder fazer parte deste grupo de escritores e amigos, no vídeo vocês assistirão a dramatização da história "Meu Conto de Natal" o material está fantástico!!


Divulguem e apareçam, tragam amigos e familiares venham prestigiar mais um encontro de música, poesia e literatura.

Padaria “Cantinho da Irmã”
Rua. Itapeva, 30 – Jardim Revista – Suzano (esquina com a rua Bandeirantes)
Maiores informações: (011)9853-1978 - Sidney Leal.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

“Terror em Olinda”

“...Quando entrou no bar uma bela morena de cabelos suavemente cacheados, Viera enlouqueceu! A mulher trazia em seus traços a beleza e a cor das belas mulheres Brasileiras. Não daquelas pseudo-europeias, magras, pálidas, esquálidas como uma porta, aqueles fantasmas que via nas festas ricas que frequentava. Que tentavam sem sorte aquecer aquele coração boêmio de Viera. Mas aquele dia, com aquela mulher tudo mudara, sentiu as palpitações do coração acelerar, e num choque de lucidez se via todo amarrotado pelo abuso dos dias e noites de festa.
– Preciso te-la! Bradou com uma mão a limpar os bigodes ainda sujos da recente refeição, e a outra a bater com força a mesa onde se encontrava. A observou de longe, seguia seus passos e temia perde-la de vista. Precisava se recompor, ou poderia assustar a mulher. Saiu às pressas tropeçando nas mesas e cadeiras a sua volta, chegando no banheiro viu as marcas da vida de loucuras, tatuadas em seu rosto, parecia bem mais velho do que era realmente. Não se importou!  Começou a lavar o rosto, molhando os cabelos agitadamente. Mas sua imagem ficara embasada no espelho, passou a mão tentando inutilmente limpar sua imagem... Entretanto o problema não era o espelho, e sim ele, que se precipitava num desmaio repentino. Tentou sem sucesso, segurar na quina da pia, mas a mesma serviu apenas para conter um pouco o choque de seu rosto no chão. Desmaiou numa poça rasa de água e sangue.
            Atordoado tentou se levantar mais de uma vez, até achar uma quina da pia onde outrora deixara um dos dentes, perdidos com a força de sua queda. Em pé ainda tonto, via seu estado lastimável, o terno branco estava encardido, e no colarinho se encontrava uma mistura viscosa de manchas de gordura da comida e sangue. Não se importava! Passou água ligeiramente nos cabelos e no rosto, notou vários cabelos longos e cacheados enroscados nos botões de sua camisa, cheiravam a mulher e vela. Ignorou aquilo, pois pode ter se enroscado em muitas raparigas aqueles dias. E saindo do banheiro procurou pela presença da misteriosa morena do vestido vermelho. Ninguém soube dizer seu paradeiro, o dono do boteco o velho português, o observava com curiosidade sentindo o cheiro forte de velas emanando de sua roupa suja.
Quando Viera saiu do bar era noite, na rua uma multidão ainda dançava entoando marchinhas frescas de carnaval, os blocos que passavam eram os dos bonecos de Olinda, com suas armações de madeira com mais de três metros de altura, bonecos caricatos de celebridades, políticos e artistas. Era muita movimentação, e Viera ainda sentia uma leve zonzeira lhe fraquejar as pernas. Quando em meio à multidão viu seus olhos brilhantes, possesso se embrenhou em meio ao mar de gente lutando para se aproximar daquela morena. Quando mais se aproximava, mais o brilho transluzia daqueles olhos castanhos, que de tão claros, faziam questionar a origem daquela bela mulher. Ela indiferente, rodopiava fazendo esvoaçar o curto vestido vermelho, dançando sensualmente, seduzindo todos os homens ao seu redor enquanto acariciava os cabelos fazendo-os esvoaçar suavemente.
Ela girava - Todos ali a olhavam com desejo e cobiça – Girava! - Viera enlouquecido de ciúmes se sentia impotente perante a multidão de homens que se acotovelavam tentando se aproximar da mulher – Girava! - Quando um dos homens mais excitado a agarrou! Viera sem pestanejar se desvencilhou da algazarra, e o derrubou com um soco certeiro.
Ela ria - Num êxtase de prazer aterrador. Temendo a fúria da multidão – Ria! - Viera a colocou nos ombros e saiu derrubando todos a sua frente – Ria! - Eram muitas pessoas na rua. Já distante a colocou no chão puxando-a com força pela mão. A mulher ainda ria perdidamente, numa gargalhada alta de louca satisfação. Chegaram numa beco escuro e Viera exausto finalmente parou.
– Do que está rindo diaba de minha vida? Ofegante sussurrou.
– Quem disse que sou sua, petisco de minha eternidade? Sorriu a mulher passando os dedos estranhamente longos nos lábios de Viera; Que totalmente insano a tomou em seus braços, rasgando seu vestido com os dentes, baixando suas calças e a possuindo num desejo louco que nunca sentira! Ela tomada de prazer babava uma gosma de saliva enquanto cravava suas unhas nas costas de Viera, rasgando tecido de sua roupa suja, e a pele de seu corpo. O Homem gritou assustado! Mas estava perdido na loucura do sexo e de seus prazeres, selvagem, insano!
Ela agora passava suavemente as unhas - que agora cresciam mais - nos mamilos do homem, fazendo-o urrar como um animal! Enquanto ela lambia as finas linhas de sangue que escorriam...
CONTINUA no livro: “13 Contos – Da Loucura e dos Sonhos” do escritor Sidney Leal

"Terror in Olinda"


"... When he entered the bar a beautiful brunette with curly hair gently, Viera went crazy! The woman brought her features the beauty and color of beautiful Brazilian women. Not those pseudo-European, thin, pale, scrawny as a door, the ghosts who saw the rich feasts that attended. No luck trying to warm that heart of bohemian Viera. But one day, everything changed with that woman, felt the palpitations of the heart race, and a shock of lucidity crumpled up via the abuse of days and party nights.
- You need it! He cried with a hand to clean the whiskers still dirty from recent meal, and the other to pound the table where he was. The observed far, followed his steps and feared losing her sight. Needed to recover, or it could scare the woman. Hurried stumbling over tables and chairs around it, coming in the bathroom saw the marks of life of crazy, tattooed on his face, looked much older than it actually was. Do not bother! Began to wash his face, wetting his hair agitatedly. But his image had been grounded in the mirror, trying unsuccessfully ran his hand clean up its image ... However the problem was not the mirror, but he, rushing a sudden fainting. Tried unsuccessfully to hold the edge of the sink, but it only served to contain a little shock on his face to the ground. Fainted in a shallow puddle of water and blood.
Stunned tried to get up more than once, to find a corner where the sink once left a tooth, lost with the force of his fall. Standing still dizzy, saw his pitiful state, the white suit was grimy, and the collar was in a mixture of viscous grease stains from food and blood. Did not care! Spent slightly water in the hair and face, noticed several long hair curly and tangled in the buttons of his shirt, the woman smelled and sailing. He ignored it as it may have curled up in a lot of girls these days. And out of the bathroom looked for the presence of mysterious brunette in red dress. Nobody could tell his whereabouts, the owner of the old Portuguese tavern, watched curiously strong smelling candles emanating from your dirty laundry.
Viera left the bar when it was night, the street a crowd still chanting danced fresh carnival marches, the blocks that were passed Snowmen Olinda, with its wooden frames with more than three feet tall, puppet caricatures of celebrities, politicians and artists. It was a lot of movement, and Viera still felt a slight lightheadedness will weaken legs. When the crowd saw his bright eyes, possessed himself plunged amid the sea of ​​people struggling to be closer to that brunette. When more approached, more brightness transluzia those brown eyes, which are so clear, did question the origin of that beautiful woman. She indifferent swirled fluttering short red dress, dancing sensually, seducing all men around her as he stroked her hair making them fluttering gently.
She spun - Everyone there looked at her with desire and lust - revolved! - Viera crazed with jealousy felt helpless before the multitude of men who jostled trying to approach the woman - revolved! - When one of the men grabbed more excited! Viera unblinking broke away from the hubbub, and knocked him out with one punch volley.
She laughed - In a terrifying ecstasy of pleasure. Fearing the wrath of the crowd - Ria! - Viera put her on the shoulders and knocking out all his front - Ria! - There were many people on the street. Already far put her down by pulling her tightly by the hand. The woman was still laughing madly, crazy in a loud guffaw satisfaction. They arrived in a dark alley and Viera finally stopped exhausted.
- What are you laughing diaba of my life? Whispered breathlessly.
- Who said I'm yours, snack my eternity? Smiled the woman fingering strangely long lips Viera; That totally insane took her in his arms, tearing her dress with his teeth, lowering his pants and having a mad desire ever felt! She drooled taking pleasure oozing saliva while his nails dug back Viera, tearing the fabric of your dirty clothes, and the skin of his body. The man screamed scared! But he was lost in the madness of sex and its pleasures, wild, insane!
She now spent smoothly nails - which now grew more - the nipples of the man, causing him to howl like an animal! As she licked the thin lines of blood that flowed ...

STILL in the book: "13 Tales - The Madness and Dreams" writer Sidney Leal