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Leal Sidney - (055011) 98153-1978
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"... Quando aguço minha audição, ouço ruídos, vozes, lamentação. São os Sussurros da Noite chamando-me a atenção. Então escrevo a noite! Pois é na escuridão silenciosa que a dama geniosa da inspiração permiti-se descrever. Mas o silêncio não é pleno! Os Sussurros da Noite são tão audíveis que fico surpreso que poucos os escutem...”.
Saudações tenebrosas...
Você ultrapassou o portal da realidade... Seja bem vindo(a) á um mundo onde os contos criam vida, mesmo quando falam de morte...
Sidney Leal
sábado, 12 de abril de 2014
Para comprar um de meus livros por favor não se acanhem:
Sidney Leal - (011)98153-1978
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Divulguem, espalhem para seus amigos!!
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sábado, 8 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
"The Lighthouse"
The Lighthouse
Sidney Leal
I found myself in darkness and saw nothing there or felt , lost , lost in the darkness of my mind . Walking for hours , or days , how do you know for sure? Followed a dream undefined design, saw nothing , felt nothing ... In the distance comes a brilliant but weak point as my hope to wake up from this nightmare . Was approaching me and its brightness increased, leading me out of my pitch darkness. When the distance distinguish the imposing figure of a huge lighthouse, guiding ships and vessels lost in the immensity of the raging sea . And I knew then that I was on the right track !
Already in its internal climbed the stairs , the awesome principle , but a sure answers to questions that I had not filled my heart with courage and saw me climbing those stairs two . Everything was easier because now my new wings beat with the force of eager curiosity.
On the first floor there was nothing , gave a turn pounding wings , feeling the cold wind whipping my feathers , just around the empty silence of the night . But when I got the second , landed on top of the threshold of that door . Frozen motion , dumbfounded , I saw him sitting in a high-backed chair , the figure of a man in a sad reflection. Lost in admiration the front window where that endless dark sky , a timid moon , fought for the sovereignty of the heavens with numerous storm clouds .
- Mister Poe ? I asked in a tone intimidated , confronted by the presence of the Master.
- Never again! Answered politely, surprising me by understanding the disjointed words I croaked.
Sidney Leal
I found myself in darkness and saw nothing there or felt , lost , lost in the darkness of my mind . Walking for hours , or days , how do you know for sure? Followed a dream undefined design, saw nothing , felt nothing ... In the distance comes a brilliant but weak point as my hope to wake up from this nightmare . Was approaching me and its brightness increased, leading me out of my pitch darkness. When the distance distinguish the imposing figure of a huge lighthouse, guiding ships and vessels lost in the immensity of the raging sea . And I knew then that I was on the right track !
Already in its internal climbed the stairs , the awesome principle , but a sure answers to questions that I had not filled my heart with courage and saw me climbing those stairs two . Everything was easier because now my new wings beat with the force of eager curiosity.
On the first floor there was nothing , gave a turn pounding wings , feeling the cold wind whipping my feathers , just around the empty silence of the night . But when I got the second , landed on top of the threshold of that door . Frozen motion , dumbfounded , I saw him sitting in a high-backed chair , the figure of a man in a sad reflection. Lost in admiration the front window where that endless dark sky , a timid moon , fought for the sovereignty of the heavens with numerous storm clouds .
- Mister Poe ? I asked in a tone intimidated , confronted by the presence of the Master.
- Never again! Answered politely, surprising me by understanding the disjointed words I croaked.
"O Farol"
O Farol
Sidney Leal
Me
vi na escuridão e lá nada via ou sentia, perdido, absorto na escuridão de minha
mente. Caminhando por horas, ou dias, como saber ao certo? Seguia num sonho de
desenho indefinido, nada via, nada sentia... Ao longe surge um ponto brilhante,
mas fraco como minha esperança de acordar daquele pesadelo. Ia me aproximando e
seu brilho aumentava, me guiando para fora do breu de minha escuridão. Quando
ao longe distingui a figura imponente de um imenso farol, guia de barcos e
navios perdidos na imensidão do mar revolto. E soube então que estava no caminho
certo!
Já em seu interno subi os degraus, a
princípio temeroso, mas uma certeza de respostas para perguntas que eu ainda
não tinha, encheu meu coração de coragem e me vi subindo de dois em dois
aqueles degraus. Tudo ficava mais fácil pois agora batia minhas novas asas com
o vigor ansioso da curiosidade.
No
primeiro andar nada havia, dei um giro batendo forte as asas, enquanto sentia o
vento frio chicoteando minhas penas, ao redor apenas o silêncio vazio da noite.
Mas quando cheguei no segundo, pousei no alto do umbral daquela porta. Congelado
de movimento, estupefato, vi sentado numa cadeira de espaldar alto, a figura de
um homem em triste reflexão. Perdido em admiração a frente à janela onde
naquele céu de infinito escuro, uma Lua tímida, lutava pela soberania dos céus
com numerosas nuvens de tempestade.
-
Mister Poe? Perguntei num tom intimidado, confrontado pela presença do
Mestre.
-
Nunca mais! Respondeu polidamente, me surpreendendo pela compreensão das
palavras desconexas que eu grasnava.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
'Reflections on my Dark'
"As the rain beat
insistently at my window, it saw reflected my sadness. Droughts and tears did
not flow in me, there in that window were exposed. How open doors of my soul.
A growing agony, shortness of breath.
In my empty room, darkness.
At my sick mind, desolation!
And the window ... in the window the rain had stopped. "
Sidney Leal
A growing agony, shortness of breath.
In my empty room, darkness.
At my sick mind, desolation!
And the window ... in the window the rain had stopped. "
Sidney Leal
'Reflexões no meu Escuro'
"Enquanto a chuva batia insistente em
minha janela, nela via refletida minha tristeza. E as lágrimas secas que em mim
não fluíam, ali, naquela janela eram expostas. Como portas escancaradas de
minha alma.
Uma agonia crescente, a falta de ar...
Em meu quarto vazio, escuridão!
Em meu quarto vazio, escuridão!
Em minha mente doente, desolação!
E na janela... Na janela a chuva
cessara". - Sidney Leal
sábado, 8 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
“O Despertar da Fé”
Com
os olhos fechados ele seguia um roteiro pré-definido em sua mente. Após meses
de estudo e ensaio finalmente poderia executar aquela apresentação de que tanto
ansiava. Falava com a certeza da repetição, com a certeza do texto bem
decorado. E com a mão direita erguida aos céus segurando uma bíblia entoava o
sermão por ele escrito e por seus superiores anteriormente aprovado. Notou que
entre os transeuntes que ali passavam indiferentes a sua apresentação, algumas
poucas pessoas paravam e se sentavam nos bancos ou na grama do jardim daquela
praça municipal e lhe cediam a atenção que pedia. Os olhos semiabertos
constataram esta evolução, pois estava ali falando as moscas desde as oito
horas da manhã, recitando, louvando, e chamando as pessoas que passavam para
ouvirem ‘a palavra do senhor’ que ele
apresentava. Escolhera a pequena elevação de concreto onde se encontrava o
busto de latão de um grande filosofo Brasileiro, e onde se lia numa placa os
dizeres: “Acreditar é mais fácil do que
pensar. Por isso existem mais crentes do que pensadores”. Sorriu levemente
com escárnio da ironia deste encontro, e enquanto cobria o busto e escondia a
blasfêmia daquele pensamento, ouviu uma voz que lhe repreendia:
- O que esta fazendo é crime
sabia? Falou um jovem tatuado enquanto coçava o seu
cavanhaque desgrenhado analisando a cena.
-
Fora rapaz! Volte à escuridão de seu
mundo. Respondeu o homem de fé ajeitando o manto de sua igreja sobre o
busto de metal. O rapaz tirou uma foto com o celular e foi embora indignado.
Nada atrapalharia sua pregação! Pensou sorrindo para uma igreja católica que a
poucos metros dele se apresentava.
Era uma manhã quente de quarta-feira, vestia
um terno barato de cor preta que o fazia transpirar, na gola da camisa branca
sem gravata fechada até o último botão, se formava manchas de umidade do suor. Às
vezes sentia o ar pesado e a uma dificuldade em respirar, e com o dedo
indicador mais de uma vez, tentou afrouxar a gola da camisa deixando a garganta
livre para respirar. Neste momento fez uma pausa, colocou a bíblia que
carregava sobre uma valise de couro negro que estava aos seus pés, e comprou
uma garrafinha de água de um ambulante que sentado também prestava atenção em
suas palavras. Tirou do bolso uma moeda para pagar pela bebida, mas o ambulante
não quis, ele agradeceu com um: -
Obrigado irmão! Enquanto bebia olhava satisfeito ao redor, seu público
aumentava consideravelmente, os pastores estariam ali logo, logo, e poderiam
ver como ele estava se saindo bem em seu último teste para líder pastoral. Quase
não se continha de satisfação, pois agora se formava uma pequena multidão ao
seu redor. Sentia-se iluminado! Pois dezenas de olhos estranhos buscavam em
suas palavras orientação e consolo para os desafios da dura vida.
De
repente deixou a garrafinha de água cair, assustado, quando entre aqueles olhos
desconhecidos notou que sua esposa e filha se mantinham compassivas em pé à
distância, com olhares tristes direcionados para ele. Aquilo não era possível!
Pois as duas estavam em casa trancadas no quarto com suas gargantas cortadas!
Jogadas no chão em meio a uma enorme poça de sangue coagulado. Tinha esta visão
em mente, pois ficara as observando durante toda a madrugada, sentado num
pequeno banco ao lado de seus corpos frios. Já estava de terno e cochilava com
a cabeça arqueada para trás, quando o despertador lhe avisou que chegara a hora
de seu compromisso e saiu de casa, vindo direto para a praça.
Estava
terrivelmente assustado com aquela visão, e mais de uma vez passou as mãos
geladas de terror nos olhos semiabertos pela força do sol do meio dia que se
aproximava. Esfregou uma, duas vezes, fazendo com que o suor quente do dia de
sol se misturasse com o suor gelado da noite do assassinato; Mas como as
aparições insistissem em ainda permanecer ali estáticas com olhares tristes,
desistiu de afasta-las e abaixou-se para pegar sua bíblia, mas ela sumiu! Não
estava em cima de sua valise, e nem no chão! As pessoas ao seu redor se
aproximavam ainda mais dele, ao seu redor se formava um circulo de quase uma
centena de pessoas estranhas que lhe cobravam com os olhos sedentos de suas
palavras acalentadoras, elas não falavam, não com voz, não com palavras que
poderiam ser escutadas por pessoas comuns. Mas ele ouvia claramente o clamor de
seu pedido:
- Fale mais! Mais! Mais!
Os olhos de todos se arregalavam e de suas bocas inertes nenhum som saia, mas
em sua mente ainda as escutava, o clamor se fazia cada vez mais alto.
- Mais, mais! Queremos
mais!
- Eu não posso! Sem minha
bíblia eu não posso... Ajudem-me, onde esta minha bíblia alguém a viu? A
pergunta se perdia no vazio daquela turba de ignorantes que o cercava cada vez
mais perto. No desespero, lembrou-se da valise a abrindo descontroladamente.
Nem olhava em seu interior, começava a se preocupar com sua segurança. Agora mais
de uma centena de pessoas desconhecidas o cercava, estavam a poucos metros de
distancia, e eram tantos que não conseguia ver mais nada ao seu redor. Em suas
faces vazias de emoção, olhos inexpressivos sedentos das palavras, a fome de
sua fé os consumia e naquele pastor jogavam o peso de seus anseios e esperança.
Quando
sua mão tocou em algo, podia sentir a bíblia com seus dedos. Mas ao retira-la
notou a manga de seu terno sujo em um liquido quente, mãos e a própria bíblia
gotejavam como se imersas em sangue! Aterrorizado percebeu que as pessoas
estavam perto demais e ele não conseguia gritar, eles o tocavam como se
tentassem lhe arrancar um pedaço, e de suas bocas tortas se formava um sorriso maligno...
CONTÍNUA no livro: "13 Contos - Da Loucura e dos Sonhos - Sidney Leal
CONTÍNUA no livro: "13 Contos - Da Loucura e dos Sonhos - Sidney Leal
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