Saudações tenebrosas...

Você ultrapassou o portal da realidade... Seja bem vindo(a) á um mundo onde os contos criam vida, mesmo quando falam de morte...

Sidney Leal

sábado, 12 de abril de 2014

To purchase one of my books please do not be shy...

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Leal Sidney - (055011) 98153-1978
Email:
anexoxx@yahoo.com.br
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Para comprar um de meus livros por favor não se acanhem:

Sidney Leal - (011)98153-1978
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anexoxx@yahoo.com.br
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sábado, 8 de março de 2014


É HOJE!!!

 

 
Lançamento do livro:
“Sussurros da Noite – Loucuras & Sonhos”
A partir das 19:00hs
Teatro Contadores de Mentiras
Endereço: Av. Maj. Pinheiro Froes, 530
Parque Maria Helena, Suzano – SP
CEP: 08683-050
 
 

segunda-feira, 3 de março de 2014

"The Lighthouse"

                                                                    The Lighthouse
                                                                       Sidney Leal
            I found myself in darkness and saw nothing there or felt , lost , lost in the darkness of my mind . Walking for hours , or days , how do you know for sure? Followed a dream undefined design, saw nothing , felt nothing ... In the distance comes a brilliant but weak point as my hope to wake up from this nightmare . Was approaching me and its brightness increased, leading me out of my pitch darkness. When the distance distinguish the imposing figure of a huge lighthouse, guiding ships and vessels lost in the immensity of the raging sea . And I knew then that I was on the right track !
            Already in its internal climbed the stairs , the awesome principle , but a sure answers to questions that I had not filled my heart with courage and saw me climbing those stairs two . Everything was easier because now my new wings beat with the force of eager curiosity.
On the first floor there was nothing , gave a turn pounding wings , feeling the cold wind whipping my feathers , just around the empty silence of the night . But when I got the second , landed on top of the threshold of that door . Frozen motion , dumbfounded , I saw him sitting in a high-backed chair , the figure of a man in a sad reflection. Lost in admiration the front window where that endless dark sky , a timid moon , fought for the sovereignty of the heavens with numerous storm clouds .
            - Mister Poe ? I asked in a tone intimidated , confronted by the presence of the Master.
            - Never again! Answered politely, surprising me by understanding the disjointed words I croaked.

Lançamento do livro: "Sussurros da Noite - Loucuras ou Sonhos" - 08 de Março!!!

Livro: Sussurros da Noite Loucuras & Sonhos

"O Farol"

O Farol
Sidney Leal
Me vi na escuridão e lá nada via ou sentia, perdido, absorto na escuridão de minha mente. Caminhando por horas, ou dias, como saber ao certo? Seguia num sonho de desenho indefinido, nada via, nada sentia... Ao longe surge um ponto brilhante, mas fraco como minha esperança de acordar daquele pesadelo. Ia me aproximando e seu brilho aumentava, me guiando para fora do breu de minha escuridão. Quando ao longe distingui a figura imponente de um imenso farol, guia de barcos e navios perdidos na imensidão do mar revolto. E soube então que estava no caminho certo!
            Já em seu interno subi os degraus, a princípio temeroso, mas uma certeza de respostas para perguntas que eu ainda não tinha, encheu meu coração de coragem e me vi subindo de dois em dois aqueles degraus. Tudo ficava mais fácil pois agora batia minhas novas asas com o vigor ansioso da curiosidade.
No primeiro andar nada havia, dei um giro batendo forte as asas, enquanto sentia o vento frio chicoteando minhas penas, ao redor apenas o silêncio vazio da noite. Mas quando cheguei no segundo, pousei no alto do umbral daquela porta. Congelado de movimento, estupefato, vi sentado numa cadeira de espaldar alto, a figura de um homem em triste reflexão. Perdido em admiração a frente à janela onde naquele céu de infinito escuro, uma Lua tímida, lutava pela soberania dos céus com numerosas nuvens de tempestade.
            - Mister Poe? Perguntei num tom intimidado, confrontado pela presença do Mestre.
            - Nunca mais! Respondeu polidamente, me surpreendendo pela compreensão das palavras desconexas que eu grasnava.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

'Reflections on my Dark'

"As the rain beat insistently at my window, it saw reflected my sadness. Droughts and tears did not flow in me, there in that window were exposed. How open doors of my soul.
A growing agony, shortness of breath.
In my empty room, darkness.
At my sick mind, desolation!
And the window ... in the window the rain had stopped. "

Sidney Leal


'Reflexões no meu Escuro'

"Enquanto a chuva batia insistente em minha janela, nela via refletida minha tristeza. E as lágrimas secas que em mim não fluíam, ali, naquela janela eram expostas. Como portas escancaradas de minha alma.
Uma agonia crescente, a falta de ar...
Em meu quarto vazio, escuridão!
Em minha mente doente, desolação!
E na janela... Na janela a chuva cessara". - Sidney Leal


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

“O Despertar da Fé”

Com os olhos fechados ele seguia um roteiro pré-definido em sua mente. Após meses de estudo e ensaio finalmente poderia executar aquela apresentação de que tanto ansiava. Falava com a certeza da repetição, com a certeza do texto bem decorado. E com a mão direita erguida aos céus segurando uma bíblia entoava o sermão por ele escrito e por seus superiores anteriormente aprovado. Notou que entre os transeuntes que ali passavam indiferentes a sua apresentação, algumas poucas pessoas paravam e se sentavam nos bancos ou na grama do jardim daquela praça municipal e lhe cediam a atenção que pedia. Os olhos semiabertos constataram esta evolução, pois estava ali falando as moscas desde as oito horas da manhã, recitando, louvando, e chamando as pessoas que passavam para ouvirem ‘a palavra do senhor’ que ele apresentava. Escolhera a pequena elevação de concreto onde se encontrava o busto de latão de um grande filosofo Brasileiro, e onde se lia numa placa os dizeres: “Acreditar é mais fácil do que pensar. Por isso existem mais crentes do que pensadores”. Sorriu levemente com escárnio da ironia deste encontro, e enquanto cobria o busto e escondia a blasfêmia daquele pensamento, ouviu uma voz que lhe repreendia:
- O que esta fazendo é crime sabia? Falou um jovem tatuado enquanto coçava o seu cavanhaque desgrenhado analisando a cena.
- Fora rapaz! Volte à escuridão de seu mundo. Respondeu o homem de fé ajeitando o manto de sua igreja sobre o busto de metal. O rapaz tirou uma foto com o celular e foi embora indignado. Nada atrapalharia sua pregação! Pensou sorrindo para uma igreja católica que a poucos metros dele se apresentava.
 Era uma manhã quente de quarta-feira, vestia um terno barato de cor preta que o fazia transpirar, na gola da camisa branca sem gravata fechada até o último botão, se formava manchas de umidade do suor. Às vezes sentia o ar pesado e a uma dificuldade em respirar, e com o dedo indicador mais de uma vez, tentou afrouxar a gola da camisa deixando a garganta livre para respirar. Neste momento fez uma pausa, colocou a bíblia que carregava sobre uma valise de couro negro que estava aos seus pés, e comprou uma garrafinha de água de um ambulante que sentado também prestava atenção em suas palavras. Tirou do bolso uma moeda para pagar pela bebida, mas o ambulante não quis, ele agradeceu com um: - Obrigado irmão! Enquanto bebia olhava satisfeito ao redor, seu público aumentava consideravelmente, os pastores estariam ali logo, logo, e poderiam ver como ele estava se saindo bem em seu último teste para líder pastoral. Quase não se continha de satisfação, pois agora se formava uma pequena multidão ao seu redor. Sentia-se iluminado! Pois dezenas de olhos estranhos buscavam em suas palavras orientação e consolo para os desafios da dura vida.
De repente deixou a garrafinha de água cair, assustado, quando entre aqueles olhos desconhecidos notou que sua esposa e filha se mantinham compassivas em pé à distância, com olhares tristes direcionados para ele. Aquilo não era possível! Pois as duas estavam em casa trancadas no quarto com suas gargantas cortadas! Jogadas no chão em meio a uma enorme poça de sangue coagulado. Tinha esta visão em mente, pois ficara as observando durante toda a madrugada, sentado num pequeno banco ao lado de seus corpos frios. Já estava de terno e cochilava com a cabeça arqueada para trás, quando o despertador lhe avisou que chegara a hora de seu compromisso e saiu de casa, vindo direto para a praça.
Estava terrivelmente assustado com aquela visão, e mais de uma vez passou as mãos geladas de terror nos olhos semiabertos pela força do sol do meio dia que se aproximava. Esfregou uma, duas vezes, fazendo com que o suor quente do dia de sol se misturasse com o suor gelado da noite do assassinato; Mas como as aparições insistissem em ainda permanecer ali estáticas com olhares tristes, desistiu de afasta-las e abaixou-se para pegar sua bíblia, mas ela sumiu! Não estava em cima de sua valise, e nem no chão! As pessoas ao seu redor se aproximavam ainda mais dele, ao seu redor se formava um circulo de quase uma centena de pessoas estranhas que lhe cobravam com os olhos sedentos de suas palavras acalentadoras, elas não falavam, não com voz, não com palavras que poderiam ser escutadas por pessoas comuns. Mas ele ouvia claramente o clamor de seu pedido:
- Fale mais! Mais! Mais! Os olhos de todos se arregalavam e de suas bocas inertes nenhum som saia, mas em sua mente ainda as escutava, o clamor se fazia cada vez mais alto.
- Mais, mais! Queremos mais!
- Eu não posso! Sem minha bíblia eu não posso... Ajudem-me, onde esta minha bíblia alguém a viu? A pergunta se perdia no vazio daquela turba de ignorantes que o cercava cada vez mais perto. No desespero, lembrou-se da valise a abrindo descontroladamente. Nem olhava em seu interior, começava a se preocupar com sua segurança. Agora mais de uma centena de pessoas desconhecidas o cercava, estavam a poucos metros de distancia, e eram tantos que não conseguia ver mais nada ao seu redor. Em suas faces vazias de emoção, olhos inexpressivos sedentos das palavras, a fome de sua fé os consumia e naquele pastor jogavam o peso de seus anseios e esperança.
Quando sua mão tocou em algo, podia sentir a bíblia com seus dedos. Mas ao retira-la notou a manga de seu terno sujo em um liquido quente, mãos e a própria bíblia gotejavam como se imersas em sangue! Aterrorizado percebeu que as pessoas estavam perto demais e ele não conseguia gritar, eles o tocavam como se tentassem lhe arrancar um pedaço, e de suas bocas tortas se formava um sorriso maligno... 
CONTÍNUA no livro: "13 Contos - Da Loucura e dos Sonhos - Sidney Leal